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A mostrar mensagens com a etiqueta memórias

Choque de gerações

Ontem o meu afilhado mais velho fez anos. 15 anos... Quanto mais ele cresce mais eu tenho consciência que já não sou uma criança. Mas isso agora não é assunto para aqui chamado! Ontem, no aniversário do meu afilhado mais velho, no meio de tanta conversa, lá fomos ter ao tema recorrente: futebol. Conversa para aqui, conversa para ali até que me sai a frase "O Mantorras é que era!", ao qual o meu afilhado responde de imediato "Mantorras! Que Mantorras? O cantor?"  Depois de quase o fuzilar só com o olhar devido ao ultraje de tal pergunta face a uma Benfiquista lá lhe expliquei que o Mantorras foi uma lenda do Benfica. E ele, muito indignado, contínua "Oh madrinha, mas tu não sabes quem é o Mantorras músico? Toda a gente sabe quem é o Mantorras!". Claro que toda a gente sabe quem é o Mantorras! O Pedro Mantorras do Benfica.  Depois parei e comecei a fazer contas... No ano em que o Mantorras foi para o Benfica foi o ano em que o meu afilhado nasceu... já lá …

Memórias gustativas

Vamos lá fazer um ponto prévio antes de irmos ao assunto principal: sou completamente viciada em chocolate! Tudo o que tem chocolate marcha (com excepção para chocolate com sabor a mentol). Até os famosos bombons com licor dentro (que não gosto) acabo por comer, num ritual trabalhoso (toca a abrir o bombom, esperar pacientemente até escorrer todo o licor, tirar a cereja e só depois comer) mas que no final vale a pena. Não sou esquisita em relação a chocolate e até aqueles chocolates de marca branca que muitos dizem que não valem nada eu como-os com a maior satisfação. Até o chocolate de culinária marcha quando não há mais nada. Posto isto já estão capazes de perceber o que se segue daqui para a frente.
Outro dia estava eu já na cama pronta para dormir e eis que me lembrei de chocolate. E pronto, estava o caldo entornado, eu sabia-o. Uma vez que a ideia aparece instala-se facilmente e depois é uma consumição. Não adianta contrariar a ideia. Comecei a pensar no que havia por casa e com…

Memórias de infância

Outro dia, enquanto fazia zapping na televisão, vi-me obrigada a parar na RTP Memória. Um canal que eu raramente assisto, até porque não gosto muito de ver programas repetidos mas nesse instante vi-me quase que obrigada a parar. O meu inconsciente mandou mais do que eu e não mudei de canal. E fiquei ali mais de meia hora a ver E porquê? Porque estava a passar a repetição dos Jogos Sem-fronteiras (vénias pare este programa "faxfabor"). 
E como aquele programa me fez feliz na minha infância. Eu delirava com aquilo. Lembro-me perfeitamente de eu, o meu tio mais novo (que é apenas cinco anos mais velho do que eu) e dois primos pararmos para ver esse programa, de as nossas brincadeiras serem autênticas simulações dos jogos sem-fronteiras (não sei como nunca parti uma perna ou rachei a cabeça) e ainda por cima Portugal era bom naquilo. Que entusiasmo! Numa altura em que a opção de programas para ver era pouquíssima, aquele programa deixava-me verdadeiramente feliz, em contagem de…

Voltar atrás no tempo

Este fim-de-semana lembrei-me de ir ao baú dos cds antigos, daqueles que gravávamos em casa com uma seleção de músicas à nossa escolha e pôr no leitor de cds do carro. Quando digo cds antigos, são mesmo antigos, do tempo da adolescência e alguns mais recentes que remontam ao inicio do meu tempo de estudante universitária (e isso já lá vai há mais de dez anos...). Só vos digo que todas as viagens que fiz (sozinha ou acompanhada) foram muito mais interessantes e animadas. Algumas músicas levaram-me automaticamente a certas memórias outras músicas levaram-me a questionar "Eu gostava de ouvir isto?!!". Ainda bem que, com a idade, os gostos vão-se refinando mas soube-me tão bem recuar aos sons de há muitos anos atrás. E perceber que as boas músicas ainda hoje estão actuais (as outras, as menos boas, já não lembram nem ao menino Jesus!). Ainda bem que não me desfiz destas relíquias (embora alguns dos cds já estejam em mão estado e já não dê para ouvir). E o próximo cd antigo já e…

Hoje, três anos depois

Faz hoje três anos que a esta hora estava eu a entrar para a sala onde iria fazer a defesa da minha tese de mestrado. Faz hoje três anos que o meu coração batia com tanta força que parecia que queria sair pela boca. Não só de ansiedade. Era o imenso desejo de querer colocar um ponto final no longo caminho que é fazer uma tese. Nas muitas horas solitárias em frente ao computador a ler artigos, a analisar dados, a escrever, a apagar e a voltar a escrever, a duvidar dos resultados, a desesperar, a voltar a confiar. Naqueles meses onde ter vida social por vezes foi uma ideia utópica. Hoje, olhando para trás, tenho orgulho do que fiz. Do que conseguir fazer sozinha, sem ajudas, sem lamber botas a ninguém, sem desistir. Hoje, olhando para trás, percebo que aquele dia foi o inicio da minha vida. Da minha vida profissional. Nesse dia deixei de ser estudante para passar de imediato a ser trabalhadora. E a felicidade que isso me trouxe. Lembro-me da felicidade que foi chegar a casa e partilhar…

Quem se lembra disto?

Vocês nem imaginam o quanto eu gosto deste chocolate. Não sei se é somente pelo maravilhoso sabor ou pelas recordações que me traz dos meus treze/catorze anos quando andava no ciclo e no intervalo maior ia ao bar comprar um chocolate destes para depois levar para as aulas. E que adrenalina era transgredir a regra de não se poder comer na sala de aula e à socapa meter um pedaço de chocolate à boca e deixá-lo simplesmente derreter para os professores não notarem. A noção de transgressão antigamente era ingénua e pura. Tão pura como meter um pouco de chocolate à boca. Que boas recordações daquela época em que tudo eram emoções fortes, em que tudo era um problema enorme (mesmo que no dia seguinte já nem me lembrasse dele) e em que tudo era uma descoberta. Acho que este chocolate me leva para esse tempo. E como eu gostei desse tempo. Acho que desde ai nunca mais comi deste chocolate e hoje lembrei-me dele.

Dos pequenos pormenores que alegram o dia

O dia ganha logo outra cor quando se passa por paisagens assim à ida para o trabalho.
Adoro campos cobertos de bem-me-queres! Não sei muito bem porquê, mas remete-me sempre para a minha infância, para as tardes de sol quente, para os lanches apressados a meio da tarde para poder ir brincar novamente, para as brincadeiras com a minha avó, para a cara suja ao fim do dia, para a leveza da infância...
Bom dia mundo!

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