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De regresso

Depois de uma semana atípica, em que festejei o meu aniversário e estive, depois, uns dias de férias por Lisboa, esta segunda-feira nem custa tanto. O sair das nossas rotinas e dos nossos lugares, nem que seja só para ir ali, ao virar da esquina, e rever certos lugares faz bem à alma, muito bem! E soube-me tão bem estar "desligada" por uns dias, perder-me pelas ruas de Lisboa, ao meu ritmo, revisitar o encanto Lisboeta.









Pós-Natal

Por aqui o pós-natal coincidiu com uns dias não programados de férias, coisa que me tem sabido maravilhosamente bem. Os dias tem sido de uma simplicidade ímpar: dormir até tarde, refeições com calma acompanhadas de longas conversas, sofá, filmes e chocolates. Como sabe bem a vida simples para intercalar os restantes dias do ano, de correria, de falta de descanso e de tempo contado para tudo.
PS: No meu pós-natal estão proibidas as roupas justas, as balanças e os espelhos em que incidam muita luz...

Já falta pouco para entrar em "modo reset" à minha confusão mental atual

Percebi hoje que ando assoberbada de trabalho (e de assuntos extra-trabalho) e a precisar urgentemente de férias quando constatei que ontem escrevi um e-mail de trabalho, anexei os documentos que era suposto anexar, coloquei os endereços de e-mail das pessoas a enviar, mas... não carreguei na opção enviar!! Hoje quando cheguei à reunião onde iria ser discutido esse e-mail, perguntam-me pelo mesmo, eu toda convencida de tal digo que já o tinha enviado ontem e quando vou a confirmar, está o e-mail guardado nos rascunhos! Ups... um buraco para me enfiar por favor. Ainda bem que tinha o portátil comigo e tratei logo de enviar (efetivamente!) o e-mail. E posto isto, ainda bem que amanhã é o último dia de trabalho deste ano. Depois espera-me uma semana de férias (ou uma espécie de "mais ou menos férias" uma vez que já tenho uma série de coisas marcadas relacionadas com os assuntos casamento, casa e projeto social em que estou envolvida).

De regresso ao mundo habitual

E como tudo o que é bom tende a acabar depressa, estou de volta às rotinas e ao "nosso" mundo (os últimos dias foram como se estivesse num mundo à parte. Mas isso contarei brevemente).  As malas já estão desfeitas, a agenda já está novamente em cima da secretária para organizar os próximos dias e o trabalho já está ali a espreitar de mansinho. Sabe bem viajar, mas sabe ainda melhor voltar a casa.
Boa semana.

E no meu último dia de férias é isto

Um rio chamado tempo. Uma casa chamada terra.

E na semana de férias que passei na praia, não podia faltar um belo livro para acompanhar as tardes estendida na praia (que não foram assim tantas quanto os dias que lá estive). E a escolha recaiu, uma vez mais, sobre Mia Couto. Este romance retrata a vida de um jovem que regressa à sua terra Natal para o funeral do avô e no meio das cerimónias e tradições fúnebres de Luar-do-chão vai descobrindo uma série de coisas que desconhecia sobre si, sobre os seus e sobre o defunto. Para além das descobertas familiares, vai descobrindo também o amor. Mais um belo livro que devorei em meia dúzia de dias, com o estilo inconfundível de Mia Couto onde, por vezes, as palavras se fundem numa nova palavra dando trocadilhos maravilhosos, tal como  o nome de uma das personagens deste livro, Mariavilhosa.

Tradições de Verão

E o Verão não está completo sem o habitual barbecue cá em casa com a família. Este ano o São Pedro trocou-nos as voltas e não vai poder ser no jardim, mas nada que um mesa extra dentro de casa não resolva.  Os doces feitos em casa, as carnes escolhidas a preceito e os restantes ingredientes vindos diretamente da horta para a cozinha. Assim são os nossos jantares de família cá por casa. Tudo feito na hora com toda a dedicação de quem prepara um refeição com amor para a família. Avó, tios, pais, irmã e namorado são os ingredientes perfeitos para um serão bem passado. As histórias de sempre, as novas histórias e mais memórias. Memórias boas à volta da mesa. Família portuguesa é assim, constrói memórias à volta da mesa, de preferência mesa cheia e muitas gargalhadas.

Há quem traga recordações das férias, eu trago ferradelas de melgas

Depois de oito dias de férias na praia, de regresso a casa para queimar os últimos cartuchos na arte de dolce far niente.  E dizem vocês: oito dias de praia deves estar preta! E eu respondo que não mas em contrapartida estou bem ferrada pelas melgas. São prioridades minha gente, cada um marca o corpo consoante as circunstâncias que tem!

Coisas que me irritam profundamente nas férias

Estar de férias e acordar à hora de ir trabalhar. Já estou de férias há uma semana e o mais tarde que consegui dormir foi até às 9h da manhã. E isto irrita-me profundamente porque tanto posso deitar-me com as galinhas às oito da noite, ou à hora do padeiro às cinco da manhã que a hora de acordar é basicamente a mesma.
O que eu gostava de ser como muitas pessoas que conheço (assim de repente estou a lembrar-me da minha irmã e do meu namorado) que em tempo de férias conseguem hibernar e dormir mais numa noite do que eu às vezes em duas ou três!

Going in Style

Férias é sinónimo de filmes na cama. E como o corpo ainda está com o ritmo de trabalho e continuo a acordar cedo, vou-me ocupando a pôr os filmes em dia. E no que toca a filmes em tempo de férias, marcha tudo! Se não prestar, é só fechar os olhos e tentar dormir mais um pouco.  Este até vale a pena ficar acordada para ver até ao fim (ver trailer aqui).

E então, que tal Amesterdão?

Amesterdão é uma cidade bonita, acolhedora e diferente. Diferente da maioria das grandes cidades europeias por onde já passei mas muito igual entre ela. A maioria das ruas são iguais dando a sensação de deja vú a cada virar da esquina. É uma cidade descomplexada, liberal e relaxada. Uma cidade onde a chuva não preocupa as pessoas, onde os animais de estimação vivem em sintonia na maioria dos sítios, onde a cor preenche as ruas e a arquitetura geometricamente imperfeita de muitas das casas marca o panorâma. Uma cidade onde é obrigatório andar de bicicleta, passear de barco pelos canais, andar sem destino pelas diferentes pontes e apreciar a vida calma daquelas pessoas. Foram 5 dias de descoberta, de muitos quilómetros a pé, de muitas gargalhadas e também muitas fotografias. Quanto à gastronomia, tirando as fabulosas lojas de queijo e os fantásticos waffles, é uma gastronomia pobre se comparada com Itália, Espanha, França ou, à nossa maravilhosa comida portuguesa.  Deixo-vos, para já, …

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