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O dia em que assinei um papel como arguida



Na passada sexta-feira aconteceu um pouco de tudo. Último dia da semana, muito cansaço à mistura e aqui a Je apercebe-se que marcou 2 consultas para a mesma hora (isto já era um sinal). Depois de estar 1 hora à espera da pessoa que supostamente tinha faltado, na hora seguinte aparecem-me 2 pessoas diferentes (a tal que tinha faltado e a da consulta seguinte) para consulta. Depois de resolvida a confusão e de uma manhã de consultas, sigo para outra cidade, onde tinha uma massagem de relaxamento que a minha irmã me tinha oferecido (eu sei, a minha irmã é a melhor!) durante a hora de almoço e antes de fazer uma série de tarefas que tinha destinadas nessa tarde. 

Vou à massagem e quando saio de lá e entro na carrinha em modo zen, ligo a carrinha e ela não pega. Segunda tentativa e nada. Terceira tentativa a mesma coisa. Sinal de bateria ligado e toca a ligar para o marido. No meio do telefonema tentei mais uma vez ligar a carrinha e ela lá pegou. Aproveitei logo para ir ter com ele ao local de trabalho dele para trocarmos de carro. 

Depois da troca de carros, venho eu a conduzir numa via rápida, com os pensamentos bem longe e noto que tenho um carro colado à minha traseira. Ao inicio ignorei mas mantendo-se esse carro colado a mim, acelerei um pouco para poder voltar à faixa da direita a achar que ele me queria ultrapassar e é nesse momento que oiço uma sirene a tocar. O meu primeiro pensamento foi tentar encostar-me o mais rapidamente possível porque pensei que era uma ambulância que vinha algures (sou tão inocente e ingénua nestas coisas). Mas não! Era o tal carro preto que vinha colado à minha traseira que era... a polícia e que me estava a mandar encostar. Estava tão a leste que nem tinha percebido o que tinha acontecido até que eles, depois de termos parado, me disseram que estava a circular a 96 kms/h numa zona em que o limite era 70 kms/h. 

120€ de multa e menos 3 pontos na carta de condução e a possibilidade de ficar inibida de conduzir de 1 mês a 1 ano (embora não me tenham sabido explicar os critérios que ditam se fico ou não inibida. Como me disse o agente "é aguardar que me chegue uma carta a casa"). 

Óbvio que não contestei porque se estava em excesso de velocidade tenho de ser responsabilizada pelo que fiz (mesmo que a forma que eles usaram para eu ultrapassar os 20 kms/h de tolerância para ser uma contra-ordenação grave seja questionável). O que me custou assimilar foi, depois de já ter pago a multa, o agente me dizer "assine ai onde diz arguido". Tau! Senti-me uma criminosa. Já não bastava o aparato inicial das sirenes a tocar, da polícia me mandar encostar, de não perceber o que se estava a passar... A palavra arguido é que me custou. Não sei se por recorrentemente lidar com esta palavra, fruto do meu trabalho, e a associar a coisas negativas mas acho que me custou menos dar o cartão multibanco para pagar os 120€ do que fazer uma assinatura onde dizia "arguido". Eu que nunca ligo o carro sem ter o cinto de segurança posto, que não calco linhas contínuas, que dou o pisca nos rotundas e para sinalizar todas as alterações de marcha, virei arguida. As únicas multas que tinha apanhado em 15 anos de carta de condução tinham sido de estacionamento. Não estou a dizer que sou uma santa a conduzir e que nunca excedi a velocidade (ou que nunca acelerei quando o semáforo está laranja), mas passei a ser vista como arguida pelas autoridades.

No meio deste dia um pouco caótico, posso dizer que o dia foi muito bom porque a minha sogra foi operada nesse dia e correu tudo muito bem. 
Se gostei de pagar 120€ de multa? Se gostei de gastar mais dinheiro a mudar a bateria da carrinha? Se gostei de desperdiçar 1 hora da manhã porque me enganei a fazer uma marcação? Óbvio que não gostei. Mas isso são tudo coisas ultrapassáveis.

Comentários

  1. SENTI-ME IGUAL!!!!! Tinha acabado de fazer 3 anos de carta na semana anterior e fui apanhada em excesso de velocidade numa zona de 50km/h e eu ia a 104km/h (Graças a Deus ainda não era carta por pontos). Mandaram-me parar e multaram-me obviamente. Na altura estava no meu estágio da ordem e quando me disseram que tinha de pagar 300€ ia tendo um colapso. Mas quando me disseram "assine aqui" e leio arguido desatei num pranto! Acho que os próprios agentes ficaram incrédulos com aquela reação! Não sei se ajuda, mas no meu caso resolvi escrever uma carta à ASNR a informar que me encontrava num situação de estágio da minha ordem profissional e que tinha de fazer deslocações diárias para assistir às aulas logo não podia ficar sem carta. Nunca me responderam mas também nunca fiquei inibida de conduzir!
    https://jusajublog.blogspot.com/

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    Respostas
    1. Obrigada pela partilha. Afinal não fui a única a sentir o peso de uma palavra.
      Esclarece-me só uma coisa: escreveste a carta assim que foste multada ou esperaste que te chegasse uma carta a casa para depois escreveres à ASNR?
      Obrigada

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