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Quase quase a rebentar




Ontem, depois do trabalho e no regresso a casa passei por uma situação aflitiva, fisiologicamente falando. Do trabalho (das terças-feiras) até casa são cerca de 50 minutos de carro. Ainda fiz um pequeno desvio para ir buscar a minha irmã à universidade mas isso são só mais 5 minutinhos, nada de substancial.
Saiu eu do trabalho e pus-me automaticamente a caminho de casa. Estava a conduzir à coisa de 5/10 minutos e comecei a pensar que se calhar devia ter ido à casa-de-banho antes de sair do trabalho. Aquela garrafinha de água que fui bebendo lentamente ao longo da tarde começou a acumular-se. Tentei não pensar nisso e fui entretida a maior parte do tempo com outras coisas na cabeça, até ir buscar à minha irmã à universidade. Ao chegar perto da universidade, trânsito, pára-arranca, pára-arranca, chuva a cair, água por todo o lado e eu começo novamente a pensar (e a sofrer!) numa casa-de-banho e a vontade de libertar águas começa a ser mais do que muita. Quando a minha irmã entra no carro já estava eu em modo "concentra-te e aguenta até chegares a casa". Faltavam apenas 15 quilómetros até chegar a casa mas foram os quilómetros mais penosos de sempre. Comecei por desapertar o botão dos jeans para ver se tinha mais "espaço". Melhorou durante meio minuto mas depois a coisa voltou ao estado penoso. Até casa foi bonito de se ver: eu tinha calores de estar ali a "apertar", eu tinha calafrios de estar ali a "apertar", eu esticava-me no banco, eu encolhia-me... foi uma dança bonita. A meio do caminho já eu estava a pensar se havia algum café onde eu pudesse parar e ir lá, mas a maior parte do caminho é em zona verde só com algumas habitações. Lembrei-me de um restaurante que tem pelo caminho e ponderei parar lá e pedir para ir à casa-de-banho. Quando estou quase a chegar lá reparo que...está fechado! Quase verti uma lágrima de desespero. Estava a ver que aos 30 anos de idade ia voltar a fazer chichi pelas pernas abaixo. Uns quilómetros à frente ainda ponderei parar o carro e aninhar-me no meio de algum arbusto, mas primeiro estava a chover, segundo não tinha onde parar o carro, terceiro não era muito bonito estar ali com as miudezas à mostra ao pé da estrada nacional.
A esta altura já eu não falava, apenas respirava fundo como se tivesse a ter contrações para o parto. Assim que entrei na minha aldeia, a bexiga parece que conheceu a proximidade de casa e a vontade de me aliviar tornou-se ainda maior. A uns 300 metros de casa já estava eu a planear uma estratégia com a minha irmã para diminuir ao máximo o tempo até eu avistar a sanita da minha casa. Então, assim que cheguei à minha rua, apenas parei o carro na rua e a minha irmã é que teve de desligar tudo, tirar as coisas do carro e fechá-lo. 
Sai disparada do carro e entrei em casa a correr. Quando a minha irmã entrou em casa já eu estava sentada no trono, em versão "torneira que não desliga" e com um alívio indescritível. Nunca uma sanita me pareceu tão bonita e encantadora.

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